Bolsonaro perde a paciência e corta verba governamental do Greenpeace: "Não patrocinamos terroristas"

O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto na tarde desta quinta-feira (24) cortando totalmente a verba governamental destinada ao grupo eco ativista Greenpeace. A decisão veio após as polêmicas causadas pelo grupo em relação ao vazamento de petróleo que está devastando o litoral nordestino.
Segundo o Greenpeace, o governo Bolsonaro não está fazendo absolutamente nada para conter a poluição causada pelo óleo. O grupo também culpou o ministro do Meio Ambiente,  Ricardo Salles por virar as costas para a situação.

Já o ministro Ricardo Salles rebateu as acusações usando suas redes sociais, e afirmou que o Greenpeace não está ajudando na limpeza das praias, mas sim fazendo teatro e usando a situação pra se promover, e também chamou o grupo de "ecoterroristas". Em uma rede social, o ministro escreveu o seguinte:
"Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano..."

Na manhã de ontem, um grupo de ambientalistas do Greenpeace protestaram em frente ao Palácio do Planalto. Usando uma lona coberta com areia, o grupo derramou diversos galões de tinta preta simulando o petróleo que atinge as praias do nordeste. Em seguida o grupo foi preso por descarte irregular de lixo em local público.
Tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ministro Ricardo Salles acusam a Venezuela de ser a responsável pelo derramamento do petróleo, mas até o momento não há nenhuma confirmação oficial da Marinha sobre os responsáveis.